O luto e a doença terminal no contexto familiar
Transtornos alimentares na adolescência
A depressão e a terapia familiar sistêmica
A comunicação familiar e a construção da auto-estima nos filhos
Compreendendo a deficiência: As relações sociais & familiares
O pensamento sistêmico e o papel da mulher na História e na modernidade
Comunidade cristã de base, um sistema transformador
Os projetos de vida e as expectativas criadas pelos pais em relação a seus filhos
A separação de irmãos na adoção: O subsistema fraterno
O uso de contos como instrumento terapêutico no sistema familiar a partir das parábolas de Jesus
Levantamento das características básicas das famílias da aliança bíblica centro de Caxias do Sul
Uma visão macro do relacionamento na pós-modernidade
Resumo:
Muito tem se falado atualmente de “comunidades terapêuticas” que tem o objetivo de integrar, desenvolver e até curar o indivíduo no seu ser mais integral, alma, corpo e espírito, no meio social em que vive. Os formatos e ideologias são variadíssimos. Temos terapias de grupo sendo feitas desde os consultórios psicológicos até empresas, grupos místicos ou esotéricos, salas de aula e nas igrejas cristãs. A demanda por esse tipo de ajuda se dá, ao meu ver, devido a individualização do ser e solidão que aumenta mais e mais em meio uma sociedade ativista e consumista da nossa época. Não se tem mais tempo para uma boa prosa, uma pescaria de final de semana com os amigos, o piquenique com a família no parque da cidade ou no campo, a festa de domingo da comunidade cristã e assim por diante. Sobrecarga de trabalho, cursos em busca de uma melhor situação financeira e social e um corre-corre atras da melhor oportunidade de “vencer na vida”, tem sido cada vez mais a realidade de cada cidadão.
Em resposta a isso surgem as doenças da alma rotuladas nos consultórios psiquiátricos com aqueles nomes que parecem mais um prenúncio do “fim do mundo ou caso sem solução” que pioram ainda mais a solidão e a marginalização do indivíduo. Nada obstante, as conseqüentes doenças psicossomáticas levam as pessoas para uma vida cheia de problemas físicos que a afastam das suas atividades diárias, fazendo-a se sentir mais excluída e “problemática” ainda, piorando a sua real situação.
O objetivo desta monografia não é classificar, analisar e muito menos criticar qualquer tipo de trabalho terapêutico realizado nas diversas situações em que pode ser encontrado, dentro ou fora dos consultórios terapêuticos como uma tentativa de reintegrar o ser humano à sociedade em que vive.
O objetivo desta monografia é sim descrever a minha percepção pessoal da importância da construção de comunidade terapêuticas cristãs baseadas no relacionamento interpessoal, que é a proposta Neotestamentária de Jesus Cristo, o Senhor da Igreja cristã, e mais especificamente, como construir essas “>comunidades terapêuticas cristãs”, à partir da aplicação da Terapia Familiar Sistêmica na vivência das “comunidades cristãs de base”, neste trabalho chamadas de grupos células, ou simplesmente, células.
Para tanto, proponho analisar o movimento histórico-teológico que a Igreja Cristã fez, partindo dos seus conceitos bíblicos desde a sua formação registrada no Novo Testamento, passando pela estagnação e passividade do clericalismo à partir de Constantino (300 A.D.), até os dias de hoje com o movimento das comunidades estruturadas à partir das células, que procura retornar de maneira bíblica e contextualizada à vivência do cristianismo vivo, portanto, autêntico e dinâmico.